sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aspectos Sociais do Homossexualismo

A homossexualidade é tanto um fenômeno social quanto individual. Este tópico lida com os aspectos históricos e transculturais da homossexualidade e depois com o lugar da homossexualidade na sociedade ocidental contemporânea. Nos Estados Unidos, a homossexualidade continua a ser questão de considerável controvérsia. Muitos se opõem à homossexualidade com bases morais e religiosas. Gays e lésbicas continuam marginalizados e ficam sujeitos à discriminação. O conceito de homofobia tem sido usado para explicar grande parte da negatividade que cerca a homossexualidade. Não obstante, a sociedade está respondendo às necessidades legítimas dos gays e lésbicas de muitos modos importantes. Com uma defesa efetiva, é provável que a homossexualidade continue a "sair do armário" e ingresse na posição de consenso da sociedade americana. Este tópico termina com uma discussão do comportamento homossexual que ocorre em prisões e em outras populações confinadas.
Perspectivas históricas e transculturais
Dada a diversidade da cultura humana, não é surpreendente que a homossexualidade seja expressa com uma ampla variedade de formas e seja vista de modos nitidamente contrastantes durante diferentes períodos históricos e em diferentes sociedades. Em algumas épocas e lugares, a homossexualidade era elemento aceito da vida cotidiana. Em outros contextos, tem sido considerada ofensa moral, punível com a morte; ou designada como anomalia digna de pena a ser curada com tratamento médico. Antropólogos culturais têm desenvolvido sistemas elaborados para caracterizar as estruturas sociais e funções associadas à homossexualidade dentro de sociedades em particular.Talvez o exemplo histórico mais conhecido de sociedade que via a homossexualidade de maneira diferente da nossa é o da Grécia Antiga. Nas cidades-estado da Grécia Antiga, a homossexualidade masculina e feminina era socialmente aprovada e prática institucionalizada associada a instituições militares, educacionais e religiosas. Tal atividade não interferia no casamento heterossexual e as funções de pais. Recentemente, a atenção de estudiosos tem sido dada à homossexualidade socialmente aceita dentro de algumas culturas americanas nativas tradicionais. São exemplos menos conhecidos as várias práticas homossexuais socialmente aceitas em sociedades em desenvolvimento ou tradicionais.
Discriminação e homofobia
O estigma social e a discriminação contra homossexuais continuam sendo forças poderosas na sociedade ocidental contemporânea, e os casais de homossexuais não possuem os mesmos direitos e proteções disponíveis para os heterossexuais. Exemplos de discriminação incluem os homossexuais barrados na carreira militar e a exclusão de adolescentes gays do Boy Scouts of America (Boy Scouts of America x Dale, 2000). Na pior das hipóteses, a antipatia contra os homossexuais resulta em ataques diretos e crimes por ódio (Federal Bureau of Investigations, 2001), como o assassinato com repercussão nacional de um jovem gay em Montana no ano de 1998.O conceito de homofobia foi desenvolvido na década de 1970 para explicar o preconceito da sociedade contra homossexuais. De acordo com este paradigma, as pessoas se sentem ansiosas ou pouco à vontade ao lidar com questões referentes à homossexualidade ou quando lidam com homossexuais. Trabalham esse desconforto evitando o contato com questões dos homossexuais e com eles próprios. Este comportamento se torna entranhado porque efetivamente elimina o desconforto. Este comportamento é tão prevalente, contudo, que os homossexuais são marginalizados da sociedade. A homofobia também é usada para descrever sentimentos negativos e auto-relutância entre os homossexuais, o que não lhes permite uma reivindicação apropriada de tratamento não-discriminatório na sociedade.
Oportunidades emergentes
Há muitas indicações de que a sociedade esteja se tornando mais tolerante com a homossexualidade e de que a discriminação esteja caindo em numerosas frentes. Várias organizações de defesa, como a Amnesty International, 2001, e a American Civil Liberties Union, 1996, estão trabalhando para melhorar os direitos legais dos homossexuais. Questões atuais incluem a extensão dos benefícios de seguro saúde para os parceiros dos homossexuais e os filhos de casais homossexuais pelos empregadores, expansão das leis antidiscriminação para incluir discriminação baseada na orientação sexual e casamento entre o mesmo sexo. Também estão ocorrendo mudanças porque a comunidade dos negócios tem reconhecido o poder de compra dos gays e lésbicas. Negócios que variam de locais para férias a casas de investimento estão moldando seus serviços e marketing para enfocar gays e lésbicas. Os anunciantes estão começando a retratar favoravelmente casais homossexuais, inclusive em famílias com filhos.
Populações confinadas
Dentro de prisões, emergem formas de comportamento com o mesmo sexo que são distintas da homossexualidade que ocorre fora das prisões. Jovens do sexo masculino na prisão ficam vulneráveis ao estupro homossexual e à dominação por internos mais velhos que são poderosos dentro da estrutura social da prisão. Jovens que pareçam fracos, efeminados ou gays correm o maior risco de ser vitimizados. Os homens que os vitimam se enxergam como heterossexuais, e outros prisioneiros também enxergam os vitimadores como heterossexuais. Estas relações são sob coação, pois o jovem que atua neste papel espera ganhar proteção de outros prisioneiros. Tal comportamento tem pouco a ver com a homossexualidade em si e é compreendido melhor como fenômeno social distinto que ocorre devido à falta de parceiros heterossexuais e política de poder sem restrições no pátio da prisão. Os médicos que cuidam dos prisioneiros precisam estar cientes deste fenômeno.
Esse texto foi retirado da Web e adaptado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário